quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Casamentos a prazo

Com estes tempos de modernidade vieram também problemas inerentes à franca expansão cultural. Os horizontes alargaram-se consideravelmente, e enquanto aqui estou a escrever estas palavrinhas, por trás deste ecrã está um mundo aberto para mim.

Posso ir da china ao Brasil em segundos... vasculhar culturas, aprender línguas, ver paisagens... descobrir as ultimas novidades do mundo... conhecer pessoas...

E aí é que está... chegamos à conclusão que podemos correr o mundo todo lés a lés e descobrir algures mais uma metade para a nossa laranja. Não quero generalizar pois como é obvio não é sempre assim. Mas a questão é a seguinte... Os casamentos de outrora duravam muitoooooooo mais.

No tempo dos nossos avós era para sempre... no dos nossos pais... já ouve muitos casamentos a ficar pelo caminho, mas a percentagem de sucesso ainda é muito elevada. Mas e agora??? Há alguém que não tenha no seu universo pessoal pelo menos um divórcio ?? Pois é... eu duvido... e pior... parece que virou moda ou é alguma doença transmissível pois está em grande expansão.

Hoje estamos bem, apaixonados e é para a vida toda... ...e a crise dos 5 anos??? E a crise dos 7??? E a dos 15??? Todos conseguem superar??? Porque há momentos e momentos... o amor não é eterno não se iludam, há dias menos bons, e num dia vence o amor e no outro nem por isso.

Pois o ideal meus caros.... txam txam txammmmmmmmm....

É que todos os casamentos doravante fossem como um “contrato”, assinado por 5 ou 10 anos, findo esse período, seria obrigatório para ambos umas férias, uma reflexão e depois uma renovação de contrato ou rescisão... sem julgamentos, sem pressões, sem condenações, sem receios... como natural que é o individuo não pertencer a ninguém sem ser a si mesmo.

Evitavam-se lutas intermináveis entre duas pessoas que já se amaram de mais e acabam com a decência e o respeito entre si. Acabava-se um pouco mais com o mau estar que causam aos filhos pois passaria a ser usual tal prática e não se encararia um divórcio como um trauma na criança, todos seriamos educados numa sociedade como se isso fosse tão natural como mudar de emprego.

Acabava as lutas pelo património, cada um lutaria com as suas armas para ter o seu cantinho no mundo pelo seu buraquito no universo, guardaria sempre o seu cantinho sem ter problemas de delapidar o conjugue quando termina o matrimónio, sem ter de mostrar a um juiz que o outro é demente ou ausente, ou pior... enlamear o seu nome para mostrar que aquela pessoa não é fiável, vasculhando todos os seus podres para assim tirar vantagem.

As pessoas às vezes esquecem as loucuras que já fizeram por amor... o quão bom foi amar aquela pessoa.

Muita gente esquece que cada um a si pertence... e acaba anulando o seu “eu”... cede... e quando olha em volta... não viveu... simplesmente passou por cá...
 
posted by Peste at 8:55 da manhã, |

14 Pestinhas:

  At 9:21 da manhã Blogger SAM said:
E agora comemora-se tudo!! O outro dia um colega meu saiu mais cedo do trabalho porque ia comemorar o aniversário do 1º mês com a namorada...lololol escusado será dizer que lhe chamei de parôlo...lololol
Pouco tempo depois o namoro acabou e eu pude sorrir e o meu cerebro pode finalmente expelir feromônas...
lolololololololololol


Beijão Peste!
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Eu casei com a tropa, não tenho problemas do género...
Estou só a passar por cá, Peste.

:-)
Ora nem mais! Perde-se demasiado tempo a preparar um casamento e não se perde tempo nenhum para o desfazer! A única coisa que se perde é a privacidade e a vergonha, quando se arrastam para os tribunais, os podres da relação.

Eu é mais de juntar os trapinhos, numa de experimentalismo!

Saudações infernais!
( E vizinha Peste, sim... o Incongruência foi fechado.) :-)

Nunca o conheceste exceptuando agora... foi no fim do ano.
Também tenho a mesma opinião ...!

Cada beijo chama outro beijo.
Ah! Nesse primeiros tempos
Quando amamos, os beijos
Nascem tão naturalmente ...!

Brotam tão apressados uns
Contra os outros; e teríamos
Tanta dificuldade em contar os
Beijos dados durante uma
Hora como as flores de um
Campo no mês de Maio.

Marcel Proust ...

Bjks da Matilde e Cª!
Gostei muito do teu blog ^-^

Virei cá outra vez para "te ler" com mais calma. Mas pelo pouco que li gostei da tua maneira de ser.

beijinhos
Temos que compreender que os casais de hoje em dia não têm paciência e o respeito de continuar e conseguirem conviver com os defeitos do parceiro e à minima coisa separam-se.
Antigamente as mulheres não gozavam da emancipação que existe agora e que eu acho muito bem. Praticamente a mulher era dona de casa e o marido ía trabalhar e entregava-lhe o ordenado para ela gerir. Era submissa e os casamentos eram um "acordo" eterno.
Hoje em dia as coisas já não assim Há casais que se vêem pouco no dia-a-dia e que nos próprios empregos conhecem novos rostos e daí até à traição é um instante. Mas cada caso é um caso, porque o que é facto é que aquilo que nos diz é uma realidade. Por vezes na fase de namoro e conhecimento as pessoas são ou parecem, ou fazem por parecer uma coisa e, depois, com o andar da carruagem, são muito diferentes.
Enfim, vamo-nos conformando neste vale de lágrimas.
Agradeço do fundo do coração a sua frequente visita ao nosso blogue. É quase a única e, como tal, temos uma enorme estima por si.
Bem-haja.
O "casamento" é uma instituição que está moribunda. Uma das possíveis explicações é o queimar de etapas que existe actualmente, em que a vida é vivida a um ritmo alucinante, fazendo com que as emoções sejam mais frequentes mas também menos intensas. Feliz daquele que ainda consegue dizer "encontrei o amor da minha vida"...
  At 4:05 da tarde Anonymous Anónimo said:
Afinal porque apagas os comentários? Ficas incomodada não é?
  At 4:08 da tarde Anonymous Anónimo said:
E viva a malta fina do Cacém!!!
Assino em baixo amiga.
Olha como nao tenho cá vindo, li hoje tudo o que perdi, e vi que tens tido visitas menos esperedas, pois olha li o teu post e tambem assino em baixo que vão brincar com o cara....à gente mesmp ruim.
Jocas